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(VÍDEO) Tenente Amaral: “escola cívico-militar não é quartel e criança não é soldado”

Educação básica

Redação 02/12/2024 as 16:28
(VÍDEO) Tenente Amaral: “escola cívico-militar não é quartel e criança não é soldado”
Foto: Foto: Rádio Cidade Brusque
Texto Geral

O modelo escolar cívico-militar foi tema do Rádio Revista Cidade desta segunda-feira (2). O entrevistado foi o tenente Nelci Antônio do Amaral, coordenador do programa em Brusque.

Quatro escolas públicas de ensino fundamental implantaram o modelo cívico-militar na cidade. O colégio Paquetá, no bairro de mesmo nome, adotou o modelo há três anos. Já as escolas Oscar Maluche, no bairro Steffen, Isaura Gevaerd, no Tomaz Coelho, e Theodoro Becker, no Bateas, aderiram este ano. O tenente disse que o modelo foi implantado nesses colégios a partir de lei municipal quando houve a extinção por parte do governo federal. “A Paquetá era do programa do governo federal, do Ministério da Defesa. Com a extinção do programa, criou-se uma lei municipal por interesse da comunidade, dos familiares, e aí houve essa ampliação para mais três escolas”, lembrou.

O coordenador acrescentou que foi feita uma enquete e a expectativa era que de mil a duas mil pessoas participassem, no entanto, para surpresa da Administração municipal e da Secretaria de Educação de Brusque (SED), passou de 20 mil manifestações. “Acredito que foi o interesse dos familiares que levou a Administração municipal ampliar o programa.”

De acordo com ele, o programa segue rigorosamente as normas do Ministério da Educação (MEC) e da SED. Ele mencionou que a normatização que existia no programa federal foi readaptada pela SED juntamente com a equipe cívico militar, formada por nove militares. Além do coordenador, o grupo é composto por um assessor e sete agentes. “Ainda não conseguimos atingir o ponto que nós gostaríamos, porque também somos poucos”, comentou. O ideal seria, em sua opinião, um agente para cada 100 alunos.

O tenente relatou que foi aberto edital para contratação de militares da reserva, sendo das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica), da Polícia e do Corpo de Bombeiros, inclusive mulheres. O coordenador disse que muitos dos inscritos desistiram do certame. A equipe cívico-militar que atua voluntariamente nas quatro escolas de Brusque é formada por militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. Duas mulheres fazem parte do grupo. O tenente lembrou que é necessário que sejam contratadas mais mulheres para atender as meninas.

O tenente aproveitou a ocasião para explicar a diferença entre colégio militar e escola cívico-militar. No colégio militar, ele falou que o diretor e os coordenadores deverão ser militares, e o corpo docente poderá ser civil ou militar.

Em uma escola cívico-militar, o diretor obrigatoriamente terá que ser civil, os coordenadores civis e os professores poderão ser civis ou militares. Os conteúdos de sala de aula ficam a cargo dos professores e a implantação do projeto Valores é de responsabilidade da equipe cívico-militar. "Escola cívico-militar não é quartel e criança não é soldado”, ressaltou o coordenador a máxima que o grupo segue.

Projeto Valores

Compete à equipe cívico-militar desenvolver atividades baseadas no projeto Valores. Temas como preconceito, bullying, disciplina e responsabilidade norteiam o trabalho do grupo. O projeto também contempla a busca ativa, ou seja, quando o aluno falta ao colégio, os agentes vão até a casa dele para saber o motivo da ausência. Segundo o tenente, o acompanhamento é feito diariamente.

Nas escolas cívico-militares, os estudantes cantam o Hino Nacional todos os dias e as meninas entram na sala de aula antes dos meninos. “Já buscando aquela coisa do respeito à mulher na fase adulta, na fase da adolescência”, explicou o coordenador.

Os agentes também orientam as crianças a ajudarem nas tarefas domésticas, como lavar e secar a louça, bem como ensinam como elas devem se dirigir às pessoas, utilizando o tratamento senhor ou senhora. Os alunos também devem evitar toques físicos. “Jamais tocar na menina, tocar no menino.”

A equipe trabalha, ainda, questões ligadas ao equilíbrio emocional e tem olhar diferenciado para as crianças com deficiência. “Os militares que estão nas quatro escolas, a grande maioria são avós, têm experiência com crianças. Temos militares que trabalharam no Oriente Médio e no Haiti, trabalharam como nós na Amazônia. Conhecemos tribos indígenas, então temos uma vasta experiência nessa área também para passar para as crianças, um pouquinho do que é o mundo”, assinalou.

O tenente destacou que as crianças, os professores, os familiares e a equipe cívico-militar são fatores que determinam o sucesso do programa, não só na parte comportamental como também na pedagógica, que é o ápice do projeto, conforme ele. “Eu me mantenho lá por isso, porque eu vi que as crianças estão tendo uma aceitação. Estamos fazendo alguma coisa de bom para a sociedade daqui um pouquinho ali na frente”, concluiu.


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